Vencedor do Escolas Sustentáveis forma lideranças femininas

A escola municipal Saint-Hilaire, de Porto Alegre (RS), foi premiada durante o Fórum Internacional de Sustentabilidade e Educação, em Bogotá. O projeto concorreu com outras mil iniciativas do Brasil, México e Colômbia

"Em Busca dos Jardins: a formação de lideranças femininas comprometidas com o desenvolvimento social do território", projeto da Escola Municipal de Ensino Fundamental Saint-Hilaire, em Porto Alegre (RS), foi o grande vencedor da etapa internacional do Prêmio Escolas Sustentáveis, organizado pela Santillana, pela Organização de Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI) e pela Fundação Santillana. O anúncio foi feito na última quinta-feira, 24, durante o Fórum Internacional de Sustentabilidade e Educação, realizado em Bogotá, na Colômbia.
O projeto teve início em 2019 para formar lideranças femininas por meio da mediação de leitura e diálogos sobre desigualdade de gênero, além de ações contra a violência de gênero, autocuidado e saúde mental. A iniciativa de alunas da instituição tem sido uma ferramenta poderosa para envolver a comunidade escolar e melhorar a qualidade de vida no território, enfrentando questões como abuso sexual e desigualdade educacional, enquanto fortalece o protagonismo feminino.
O Prêmio Escolas Sustentáveis reconhece projetos liderados por alunos e professores de instituições de ensino do Brasil, México e Colômbia que promovem o desenvolvimento socioambiental das comunidades locais.
O concurso consta de duas etapas: uma nacional, por país, e outra internacional, reunindo dois finalistas de cada um dos três países participantes. Há duas categorias: Educação Infantil e Ensino Fundamental Anos Iniciais, e Ensino Fundamental Anos Finais e Ensino Médio. Na etapa nacional cada finalista recebeu R$ 15.000,00, e o grande vencedor obteve mais R$ 25.000,00.
Os finalistas
O outro finalista brasileiro foi o projeto "Pequenos Construtores do Amanhã: explorando sustentabilidade com robótica", desenvolvido pelo Centro de Educação Infantil Nova Brasília, de Brusque (SC).
Os representantes do México foram o "Chapugreen", que responde aos desafios ambientais e sociais, e o "Huerto Escolar Primaria Paulo Freire", uma horta escolar que mobiliza a comunidade educacional na periferia de San Cristóbal de las Casas.
Pela Colômbia concorreram "Ecologismo Colectivo Ambiental: el Fucha te reconecta", voltado à Educação ambiental, e "Sembrando Sueños: aprendiendo a emprender y gestionar finanzas", que integra economia circular e ciência por meio de uma metodologia inovadora.
Ano de ampliação
Nesta edição, o prêmio ampliou o leque de projetos elegíveis. Além das iniciativas protagonizadas por estudantes dos segmentos de Ensino Fundamental e Médio, também puderam concorrer escolas de Educação Infantil. O objetivo é incentivar e dar visibilidade às escolas de todo o ciclo de Educação Básica que trabalham com os pilares ESG (ambiental, social e governança). Houve mais de 1.000 inscritos.
“Com grande alegria destacamos projetos brasileiros no Prêmio Escolas Sustentáveis, além das ações de países como Colômbia e México. Conseguimos dar ainda mais relevância às iniciativas voltadas para as áreas social, ambiental e de governança que nascem nas escolas e vão além de seus muros, gerando impactos positivos nas comunidades vizinhas. Ao envolver todas as etapas da Educação Básica, estimulamos a participação de crianças, jovens e profissionais da Educação em uma iniciativa colaborativa e cidadã, com foco no bem-estar comunitário", destacou Luciano Monteiro, diretor de Comunicação e Sustentabilidade da Santillana.
"Recebemos com grande alegria a notícia da premiação da Escola Municipal Saint-Hilaire, uma conquista que promove o empoderamento e a defesa dos direitos das meninas e mulheres, essencial para construirmos uma sociedade mais justa e sustentável. Acreditamos que este reconhecimento contribui para fortalecer o papel da Educação como motor de mudança social, promovendo cidadania, consciência social e causando impacto positivo para além dos muros escolares", afirmou Rodrigo Rossi, diretor e chefe de representação da OEI no Brasil.


